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Crase

A CRASE  INTRODUÇÃO 

A crase consiste na "fusão" de dois fonemas vocálicos iguais (a + a).

Por crase entende-se a fusão de duas vogais idênticas.

A crase é representada pelo acento grave = (à) = que se coloca sobre o "a". (= à).

Só se usa crase antes de nome feminino determinado, e regido da preposição "-a".

Só pode ser feminino determinado.

A CRASE SE DÁ EM:

a) Contração da preposição a com o artigo feminino "a".

b) Contração da preposição a com o pronome demonstrativo "a".

c) Contração da preposição a com o "a" que inicia os demonstrativos aqueles, aquela, aquilo, aquelas.

Exemplo:

Irei à escola-Irei àquela escola

Irei a a escola-Irei a + aquela escola

O verbo ir pede a preposição "a" e o substantivo "escola" pede o artigo feminino "a".

A + a = à

Irei à escola

Exemplo:

Falei à de saia branca =( à = a + aquela ) 

Falei a (= aquela) de saia branca.

Dei um livro àquele rapaz =

Deu um livro a aquele rapaz.

Levamos conforto àquela menina =

Levamos conforto a aquela menina.

Refiro-me àquilo que... =

Refiro-me a aquilo que...

Para que haja crase é necessário que se observe o seguinte:

a) A palavra seja feminina acompanhada de artigo feminino definido "a".

b) O verbo exige a preposição e o substantivo, o artigo.

c) Que a palavra que antecede o substantivo exija a preposição "a" por força de sua regência.

Ocorre crase nos seguintes casos:

a) Diante de palavra feminina, clara ou oculta, que não repele o artigo.

Como sabermos se a palavra feminina repele ou não, o artigo ?

Basta construi-lo em orações em que apareça regidos das preposições: "de", "em" e "por". Se tivermos meras preposições, o nome dispensa artigo.

Exemplo:

Vou a Copacabana

Vou a Vitória

Substituo o verbo ir (= vou) por: venho, passo, moro

Venho de Vitória.

Passo por Vitória.

Moro em Vitória.

Então:

Vou a Copacabana.

Vou a Vitória.

O "a" é mera preposição e as palavras Copacabana e Vitória repelem o artigo, por isso não se usa crase.

Porém, se houver necessidade de usar, respectivamente: da (= de + a); na (= em + a); pela (= por + a), a palavra feminina tem o artigo feminino definido "a", então haverá crase:

Exemplo

Vou à Bahia

Venho da Bahia

Moro na Bahia

Passa pela Bahia.

Houve contração da preposição de + a = da, em + a = na, por + a = pela por isso "a" da Bahia é craseado.

Vou à Bahia.

Outra regra prática para sabermos se o substantivo exige ou não, o artigo feminino definido "a".

Emprega-se a crase sempre que, substituindo-se o vocábulo feminino por um masculino, aparece a contração da preposição "a" com o artigo "o" = ao antes do nome masculino.

Eu vou a cidade

Posso dizer:

Eu vou ao Município

Logo na oração:

Eu vou a cidade,

O "a" da cidade deve ser craseado.

Se o nome feminino repelir o artigo, pode exigi-lo quando determinado por um adjunto.

Exemplo:

Eu vou a Roma

A palavra Roma repele o artigo feminino, porém se eu disser:

Eu vou a Roma dos Césares

A palavra Roma, agora, está determinada, então, craseia-se o "a" de Roma.

Eu vou à Roma dos Césares

Outro exemplo:

Eu vou a Copacabana.

Eu vou à Copacabana de minha infância

Ele foi a Minas

Ele foi à Minas de Tiradentes.

Podemos usar o seguinte meio mnemônico para o uso da crase:

Se vou a

E venho dá

Eu craseio o à

Exemplo:

Vou a festa

Venho da festa

Então eu craseio o "a" da festa.

Vou à festa

Se eu vou a

E venho dê

Crasear o a

Para quê ?

Exemplo:

Vou a são Paulo.

Venho de São Paulo.

A palavra São Paulo repele o artigo, então o "a" antes da palavra São Paulo é mera preposição, logo: Não se usa crase.

OBSERVAÇÃO:

Se venho-"da"-é "a" (com crase).

Se venho-"de"-é "a" (sem crase).

Vou à Grécia-Venho da Grécia

Vou a Santa Catarina-Venho de Santa Catarina




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