É a linguagem usual, quotidiana que tem por finalidade primordial a comunicação.
É a linguagem artística: não procura só a comunicação, mas também a emoção.
A palavra produz, em nós, um estado de conhecimento: ficamos sabendo, recebemos a notícia; ou com estado de emoção: sofremos, rimos ou choramos. A primeira é a palavra comum, usual; a Segunda é a palavra artística, a palavra poética.
Figuras de linguagem são os registros da linguagem afetiva relacionadas gramaticalmente.
Diz-se que a linguagem é afetiva, quando as palavras são usadas com sentido figurado.
A linguagem humana é naturalmente cheia de imagens e símbolos, de referências, de semelhanças...
Não apenas a linguagem erudita emprega essas figuras, mas também a popular. Aquela com figuras mais gramaticais, mais cultas, mais apuradas e segundo os princípios da retórica; esta com figuras mais simples e espontâneas.
A todo momento usamos de metáforas, analogias, metonímias, comparações, alegorias, sinédoques, catacreses...
Quando, porém, a linguagem figurada assume aspectos novos na expressão, mais artifício, para a beleza e realce propositais, emprega modos de dizer que chamam figuras de estilo.
Assim costumam classificar as figuras de linguagem:
a)de palavras ou tropo = volta; na retórica: maneira de se exprimir;
b)de sintaxe e
c) de pensamento. Outros em: figuras pleonásticas, elípticas, de ordem inversa, de comparação e de contraste.
As figuras de estilo devem dar mais força à expressão, mais beleza à frase, mais leveza ou gravidade ao discurso, sem esquecer a clareza do pensamento. Devem tornar a linguagem ordinária mais expressiva.
Alguns se referem à construção da frase, à posição, à ordem das palavras (anacoluto, silepse, anáfora, sínquese...), outras ao sentido delas (metáfora, hipérbole, metonímia...), outras à idéia, ao pensamento (ironia, antítese, apóstrofe, litote...).
Os metaplasmos são também figuras, não, porém, de estilo. Modificam a forma externa, a feição material da palavra, deixando intacto o seu sentido.
Figuras de estilo - São todos os modos de falar e escrever que, fugindo às regras comuns da gramática, dão mais beleza, mais graça, mais força, mais gravidade à expressão.
São muitíssimas as figuras. Donato, gramático latino, reduz a treze as principais. Curioso o cap. XXXVII "De los Tropos" da interessante obra de S. Isidoro de Sevilha, Etimologías - ed. B.A.C. - Madri - 1951. Santo Isidoro é de 570-636.
Todas as figuras se referem ao "modus dicendi" e ao "modus scribendi". Numa palavra, ao estilo. Daí o nome geral de figuras de estilo em lugar de divisões e subdivisões retóricas, indecisas e desnecessárias.